quarta-feira, 4 de julho de 2007

do blog o aranha,
Prefeito de Salvador Tem Tremelique Durante O 2 de Julho Palavrões Entristecem João Henrique! E Jaques Wagner É O Segundo Mais Vaiado Do Desfile
O prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, do PMDB, teve uma rebordosa, ontem, durante o desfile do Dois de Julho, na altura da Ladeira do Carmo. A causa do chilique foram as intensas vaias recebidas por JHC; a cada passo que dava, a cada sorriso distribuído, a cada aceno feito.

O calvário do chefe do executivo municipal começou na Lapinha e parou no Campo Grande. O tremelique foi tanto, que Carneiro precisou ser atendido por uma equipe médica do SAMU.

Assessores que o acompanhavam, de butuca, afirmaram que ele ia piorando na medida que o tempo fechava - JHC além de achar a cidade feia quando chove, se treme todo quando o toró é anunciado por São Pedro - que ele insiste em não pedir nada. Só a Deus.

Quanto aos palavrões, alguns são desnecessariamente publicáveis. Diria, no entanto, que foram os mais cabeludos que já ouvi em todos os desfiles - 2 de Julho - que acompanhei.

Tá certo que na época de ACM era meio difícil vaiar. Quem era doido? Época boa. Repórter era chamado de filho da puta quando fazia perguntas descabidas ao Cabeça Branca, populares tinham os cabelos arrancados, e a porrada corria solta. Tempo bom! Ontem, infelizmente não aconteceu nada disso. Wagner foi o segundo mais vaiado da festa. O terceiro lugar ficou com a turma do PMDB - não vimos o ministro Geddel Vieira Lima – e o quarto lugar foi conquistado pela turma do DEMOS, que agora, não tem tantos olhares direcionados. ACM faltou. Continua internado. O PSB, de Lídice da Mata, fez barulhinho. O PSOL, de Heloisa Helena, fez barulho, e o PC do B, como sempre, abriu a boca, e ao que tudo indica, vai continuar abrindo até se juntar ao PSOL, assim que puder ou poder.

Fora isso diria que foi um Dois de Julho frio, chato. Sem punks, poucos travestidos, malucos não faltam, ladrão tinha, espertos também. Quanto a estes dois últimos grupos, cada um tentava, a sua maneira, dar seus golpes a medida do possível.

A do colar do Gandhi foi o melhor que vi sendo aplicado. Segundo o 171, os colares são mágicos, e o turista que possuí-los pode trocar por beijos. Se não funcionar agora, funciona no carnaval. Atestam. Fora esse, tem o do amendoim, o da fitinha de graça do senhor do Bomfim, das esmeraldas de fundo de garrafa verde, da garrafa de água mineral aberta pelo próprio vendedor, e outros golpes, menos funcionais, feitos por essa gente do povo.

Caí no da água mineral. Quem me aplicou foi uma velhinha de uns 80 anos. Nem desconfiei. Foi ótimo. Tinha gosto de torneiral, mas aplacou minha sede. É o que importa.

Nenhum comentário: